Ads 468x60px

domingo, 1 de abril de 2012

DRM: publicadora vs cliente

Pessoal, tentarei comentar de maneira bastante resumida um assunto que pode ser um tanto polêmico e que possui margem para muita discussão. Antes da leitura, gostaria de deixar bem claro que não incentivo e nem tenho a intenção de promover a pirataria.

O DRM, Digital Rights Management, pode ser definido como um mecanismo criado para (tentar) proteger a propriedade intelectual de algum produto. A tentativa das publicadoras e de alguns desenvolvedores, com o DRM, é de poder criar um sistema que consiga identificar cópias ilegais de um CD de música, software / jogo, filme ou qualquer outro conteúdo digital.
Até tal ponto, é aceitável pensar que as produtoras queiram que seus produtos sejam utilizados de maneira legalizada. O problema começa, de fato, quando quem realmente é afetado negativamente com isso é o cliente que pagou pelo produto!

Posso dar um exemplo bem claro disso. Comprei dois boxes de DVDs de dois seriados completos. Não possuo TV, muito menos aparelho de DVD. Nisso, deduz-se que assisto meus DVDs pelo computador. A euforia de ter o box acabou na hora que tentei assistir o primeiro episódio do primeiro DVD, pois tais discos possuem sistema de proteção que impedem o perfeito funcionamento em um PC. De todos os programas que tentei usar, um deles simplesmente travou, o outro mostrava linhas verdes pela tela inteira, o outro dizia que o disco é protegido e não pode ser exibido e ainda teve um que conseguiu abrir o menu principal, depois de quase 5 minutos. Poxa, paguei pelos discos e simplesmente não posso assistir em meu PC? Um disco pirata, copiado por um competente, terá todos os sistemas de proteção removidos.

No caso de softwares / jogos, situações frustrantes também são comuns e o pior é que as publicadoras estão tornando a experiência cada vez mais problemática. Os primeiros sistemas de proteção simplesmente verificavam se o CD (nem precisava ser original) estava inserido no drive. Na época em que as gravadoras de CD custavam uma fortuna o sistema era eficaz. O problema todo começou quando houve a necessidade de verificar se o CD/DVD inserido no drive era original ou não. Eram (são?) frequentes os casos de discos legítimos serem detectados como falsificados. Alguns sistemas mais elaborados, inclusive, deixam o computador mais lento, mesmo quando não estamos desfrutando do programa / jogo. Mais uma vez, a versão ilegal remove todos os sistemas de proteção; é praticamente o fim da frustração.

Recentemente, as publicadoras de jogos começaram a investir em um sistema ainda mais agressivo. Percebendo que os hackers quebram praticamente qualquer sistema de proteção, começaram a colocar jogos que exigem conexão com a internet durante todo o tempo de jogo (por exemplo, Diablo 3). Sem internet = sem jogo. Basicamente isso. O argumento de defesa mais comum é que, hoje em dia, conexão banda larga é super comum e, de certa forma, pagável (acessível ao público). Apesar de ser um argumento válido, precisamos lembrar que qualquer conexão com internet é sujeita a vários problemas. Um falha do provedor e o cliente não joga; uma falha do servidor do jogo e ninguém joga. Por mais que esse tenha sido um golpe de mestre nos piratas, é também uma fonte de grande frustração por parte dos jogadores.

Há alguns casos de jogos que causaram tanto transtorno aos pagantes, que tiveram o DRM removido em algum patch de correção do produto. O mais triste nessa história toda é pensar que a publicadora trata o cliente como lixo e o pirata como bandido.

Mais informações podem ser obtidas nos seguintes links:
http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_rights_management (inglês)
http://www.vcolor.com.br/paginfo/macrovis/macrovis.htm
https://www2.securom.com/ (inglês)

Nenhum comentário:

Postar um comentário