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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Jogos.: Review do Jogo FTL: Faster than Light



- “Direcione força dos motores para os escudos.”
- “Força total para as armas.”
- “Executar manobras evasivas.”
- “Preparar para impacto.”

Frases como essas e várias outras, muito comuns em filmes em que ocorrem guerras espaciais, alimentam os sonhos de muitos nerds. Em FTL: Faster than Light, temos a chance de comandar uma nave e talvez ter o gosto de utilizar alguns desses comandos!

Música

Embora não haja nada muito empolgante na música do jogo, também não chega a ser totalmente o oposto. Além do mais, as músicas são inteiramente sintetizadas e, de toda a forma, é necessário dar um desconto pelo fato de ser um jogo de produção independente.

Jogabilidade

FTL é considerado um jogo do estilo roguelike, um sub-estilo de RPG caracterizado por partidas com eventos e ambientes aleatórios, morte permanente (ou seja, perdeu, comece outra vez) e combates baseados em turnos.

No jogo, comandamos uma nave que faz parte da Federação e estamos fugindo de um grande grupo de rebeldes. Nós temos em nossa nave informações vitais para garantir a vitória da Federação e devemos atravessar sistemas (ou, nos termos do jogo, beacons) e setores até atingirmos o objetivo de entregar a informação à nave mãe. OK, a história pode até parecer um tanto clichê, mas pelo menos também não é tão ruim assim!

Começamos a partida com uma nave e alguns poucos tripulantes, uma quantidade relativamente pequena de combustível e quase nada de armamento. Durante os diversos eventos, temos chances de encontrar mais material além do que é a moeda do jogo: scraps (sobras, restos). A cada evento, devemos tomar uma decisão que poderá, literalmente, acabar com toda a jornada ou tornar as coisas todas bem mais fáceis.

Escolha de nave ao iniciar uma partida.
Tomada de decisão durante um combate.
A interface do jogo é bastante simples, a forma de jogo e interação são bem fáceis e cumprir com o objetivo é... bem, esse sim é um tremendo desafio! Creio eu que todos os jogos não infantis deveriam buscar exatamente isso: fácil de jogar, difícil de dominar!

O ponto viciante do jogo é justamente o fato de que se a sua nave for destruída, já era, é necessário começar outra vez! Pelo menos o objetivo pode ser conquistado em uma única partida, teoricamente de aproximadamente uma hora!

Tela de jogo durante quase toda a partida.
Eventos aleatórios são sempre interessantes pelo fato de que, potencialmente, a vida útil do jogo aumenta bastante. Porém, em minha opinião, deveria haver um controle mínimo sobre o quão aleatórios são os eventos e localizações. Por exemplo, as vezes encontramos logo no início um mercante com ótimos upgrades para a nave, mas não temos como comprar absolutamente nada. Já mais para a frente, quando finalmente conseguimos os preciosos scraps, simplesmente não encontramos sequer um mercante nem mesmo para reparar a nave e não temos como voltar, justamente pelo fato de que estamos sendo perseguidos. Isso faz com que, além de uma boa estratégia, seja necessário que o jogador tenha sorte também. Infelizmente esse fato pode até mesmo tornar o jogo bastante frustrante, principalmente para quem não tem sorte com jogos (coisa do tipo 80% de chance de acerto e você erra as 10 balas que lhe restavam de sua arma – a propósito, isso aconteceu comigo várias vezes em um outro jogo de RPG).

FTL: Faster than Light oferece apenas um modo de jogo e, para aqueles que gostariam de jogar casualmente num esquema “free play”, não há como, pelo menos não oficialmente. E por falar nisso, os MODs. PC Gamers em geral adoram essa possibilidade de modificar o jogo, adicionar conteúdo, corrigir alguns detalhes e tudo o mais. Os desenvolvedores de FTL não pensaram originalmente em oferecer suporte oficial a MODs, mas pelo menos não vetaram (como já aconteceu algumas vezes no mundo dos games). No fórum oficial (link ao final), é possível encontrar alguns programas e MODs todos feitos por fãs do jogo.

Não há opção de jogo multiplayer e, honestamente, neste jogo não senti falta dele.

Os vários pontos de exploração dentro de um setor.
Os setores.
Sons/Efeitos

Os efeitos sonoros são de boa qualidade e não há nenhum efeito que se repita de maneira a irritar durante o jogo. Algo do estilo “alerta, míssil detectado... alerta, míssil detectado...”, repetidamente, não tem no jogo e isso, na minha opinião, é um ponto extremamente positivo!

Gráfico

FTL não utiliza tecnologia de aceleração 3D (modelos + texturas). Em vez disso, a arte do jogo é toda feita no que é conhecido como “pixel-art” o que significa que há pouca escolha de resolução. Os desenhos das naves são bastante interessantes, mas acho que poderiam ter um pouco mais de resolução. Acredito que por se tratar de um jogo de produção independente, feito por apenas dois desenvolvedores, o fator gráfico não deveria nem ser considerado em uma análise.

Veredicto (4.5/5)

Faster than Light é um jogo que impressiona pela simplicidade e pela alta qualidade do produto oferecido, cumprindo com aquilo que foi proposto. O jogo é absolutamente viciante e vai direto ao ponto. Poderia haver um modo casual ou “free play”, tendo como único objetivo ir onde nenhum Homem jamais esteve. O jogo é altamente recomendado, principalmente para aqueles que gostam da ideia de combates espaciais! Agora, encarne o Capitão e entregue os dados vitais para garantir a vitória da Federação!

Página oficial do jogo: http://www.ftlgame.com/
Fórum oficial (direto aos MODs): http://www.ftlgame.com/forum/viewforum.php?f=10

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