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terça-feira, 11 de junho de 2013

Apple apresenta os novos MacBook Air, Mac Pro, OS X e iOS 7!


A WWDC é um dos eventos mais aguardados do ano e o seu primeiro dia é marcado pela Keynote da Apple, Keynote essa sempre cercada de muitas expectativas pois é nela que a Grande Maçã Branca mostra o que ela trará de novo para o mercado. É claro que na WWDC 2013 não poderia ser diferente e, apesar da Keynote não ter surpreendido desta vez, ontem (10/06) a empresa anunciou os novos MacBook Air, Mac Pro, OS X (10.9) e iOS 7.

MacBook Air

Comecemos pelo MacBook Air. Várias melhorias foram feitas no UltraBook da Apple e uma delas diz respeito à bateria. O tempo de duração das baterias dos dois modelos (de 11" e de 13") quase dobrou em relação à geração anterior do MacBook Air, com a duração da bateria do modelo de 11" passando de 5 h para 9 h e a do modelo de 13" passando de 7h para 12h, um salto e tanto!

Com relação ao hardware, os novos MackBooks Air agora contam com processadores Intel Core de 4ª geração, de arquitetura Haswell (e GPU Intel HD Graphics 5000), e os modelos de saída serão equipados com o Intel Core i5 dual-core de 1,3 GHz (Turbo Boost até 2,6GHz). O usuário ainda pode optar pelo processador dual-core Intel Core i7 de 1,7 GHz (Turbo Boost até 3,3GHz), mas tudo tem um preço. As demais especificações incluem 4 GB ou 8 GB de memória RAM LPDDR 3 a 1600 MHz, Bluetooth 4.0, Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, armazenamento SSD de 128 GB, 256 GB ou 512 GB, câmera Facetime HD 720 p e o S.O OS X Mountain Lion.


As versões de saída do modelo de 11", equipadas com SSD de 128 GB ou 256 GB e 4 GB de RAM, custam R$ 4199,00 e R$ 4999,00; já as versões de saída do modelo de 13", também equipadas com SSD de 128 GB ou 256 GB e 4 GB de RAM, custam R$ 4599,00 e R$ 5399,00.


O novo MacBook Air já está disponível na loja online da Apple no Brasil.


Mac Pro


O novo Mac Pro, na minha humilde opinião, ficou bem mais feio externamente que o seu antecessor (parece uma daquelas lixeiras de aço inox utilizadas em escritórios), mas a verdade é que ele recebeu um mega upgrade em seu hardware. Ele conta com tudo o que há de novo no mercado, incluindo a nova geração de processadores Intel Xeon, com chipset E5, duas placas de vídeo High-End, armazenamento SSD via PCI-Express, suporte à resolução 4K, portas Thunderbolt 2 e tecnologia PCI-Express 3.0.



Vamos às especificações técnicas. O novo Mac Pro conta com processador Intel Xeon de 256-Bits e até 12 núcleos, duas placas de vídeo AMD FirePro de até 6 GB de memória VRAM cada, gerando um poder de processamento gráfico de até 7 Teraflops, armazenamento SSD via PCI-Express, ocasionando velocidades de leitura e gravação até 2,5 vezes maior que as registradas no SSD via SATA, portas USB 3.0, HDMI 1.4 e Thunderbolt 2.





Com um altíssimo poder de fogo e tão pouco espaço para os componentes, o novo Mac Pro precisava de um sistema de arrefecimento extremamente inteligente, não é mesmo? Pois é, ao invés de incorporar um monte de coolers e exaustores ao longo de toda a máquina, a Apple construiu todo o corpo da máquina em volta de uma única peça de alumínio, chamada de THERMAL CORE (núcleo termal/térmico). Esse núcleo possui um alto poder de dissipação de calor e o fluxo de ar segue de forma uniforme no interior da máquina devido a um cooler gigante posicionado na parte de cima dela, mas pode ser que surja um problema por aí: superaquecimento da superfície externa do Mac Pro. Caso isso aconteça, não queira ser o felizardo a tocar na máquina quando ela estiver trabalhando pesado.



O pessoal do site Engadget criou duas galerias de fotos com o "Eyes-On" do novo Mac Pro: uma com a capa cromada e outra sem (Mac Pro com capa, Mac Pro sem capa). Segundo a Apple, ele será lançado no final do ano.

OS X Mavericks


A nova versão do S.O da Apple traz algumas melhorias em relação ao Mountain Lion e novas funcionalidades, mas nada muito inovador. A primeira nova funcionalidade apresentada pela empresa foi a "finder tabs", um sistema baseado em janelas bem no estilo browser. O usuário é capaz de abrir novas tabs no Finder apenas clicando o botão de adicionar (assim como já é feito no Linux há muitas versões). Outra funcionalidade interessante é a de criar tags em arquivos baseando-se em uma localização ou outro parâmetro desejado, tornando esses arquivos muito mais fáceis de serem pesquisados. Além disso, o novo OS X conta com uma barra lateral de tags onde o usuário é capaz de localizar rapidamente os seus arquivos marcados.

O suporte a múltiplos monitores também foi melhorado e agora é possível visualizar diferentes aplicativos, rodando em tela cheia, em cada um dos monitores. É possível, também, fazer os monitores trabalharem de forma independente e o recurso AirPlay funciona em todos os monitores conectados. Por falar em aplicativos, o "App Nap" é um recurso o qual faz com que um aplicativo que não estiver sendo usado no momento entre em estado de hibernação, deixando o processador livre para trabalhar em outras tarefas.

Outras funcionalidades bacanas dizem respeito a aplicativos conhecidos no iOS. Agora, por exemplo, é possível responder a notificações recebidas em dispositivos móveis da Apple diretamente no OS X; o aplicativo Mapas também chegou ao OS X e permite que o envio de rotas e endereços diretamente para um iPhone. O usuário toca na notificação e ela automaticamente abre o aplicativo Mapas no iOS; outro aplicativo que fez sua estréia no OS X foi o iBooks: compre um livro em um dispositivo, leia em todos outros que possuem o iBooks instalado.

A Apple não falou quanto o novo S.O custará, mas afirmou que ele será lançado no final do ano.

iOS 7
Apesar do que foi apresentado antes, a novidade mais aguardada do evento era mesmo a nova versão do iOS. Confirmando diversos rumores, especulações e vazamentos, o iOS 7 realmente sofreu um redesign, passando a apresentar um aspecto mais clean, chapado e nivelado. Essa foi, sem dúvida, a maior mudança feita no S.O desde o lançamento do primeiro iPhone e é como eu falei em nossa cobertura do evento no Facebook: "muitos vão amar o novo design, outros vão simplesmente odiar". É possível perceber, inclusive, que em alguns momentos ele lembra muito o Windows Phone 8, principalmente devido a presença de cabeçalhos com tamanho maior de fonte.

Funcionalidades


Diferentemente do iOS 6, o iOS 7 conta com um sistema de multitasking real, permitindo que o usuário navegue entre os aplicativos em execução através de movimentos touchscreen laterais (swipe), assim como já é feito no Android; as pastas de aplicativos agora não possuem um limite de apps e os aplicativos são dispositivos em páginas dentro da própria pasta (como se fosse uma nova homescreen); a central de notificações também mudou e ganhou novas funcionalidades; agora é possível fazer chamadas de voz via Wi-Fi (VoIP), assim como já é feito com aplicativos como Skype, Viber etc; e o serviço iTunes Radio traz o streaming de música dos servidores da Apple para o iOS, mas infelizmente ele não funciona como o SPOTIFY, onde é possível procurar pela música que se quer ouvir.

Quem possui um dispositivo iOS jailbroken, com certeza não abre mão de um aplicativo chamado SBSettings, o qual disponibiliza uma central de controle com diversos ícones e que é praticamente idêntica a do S.O Android. Pois é, o iOS agora conta esse recurso de forma nativa no sistema e fazendo um movimento de cima para baixo na homescreen uma central de controle se abre com todos aqueles comandos já conhecidos: Wi-FI, modo avião, brightness, AirDrop, AirPlay e até uma lanterna. Ela também funciona dentro dos aplicativos.

Uma das grandes vantagens que a SIRI tinha era a de pesquisar diretamente no Google, agora isso não vai mais acontecer. A Apple anunciou que o buscador padrão do seu assistente de voz passou a ser o BING, serviço de busca da Microsoft. Na minha humilde opinião, um verdadeiro retrocesso! O BING possui um poder de indexação de termos em pesquisas infinitamente menor que o do Google e não me surpreenderei se algumas das perguntas dos usuários ficarem sem resposta. A SIRI também aprendeu duas novas línguas, Francês e Alemão, teve seu design remodelado e ganhou novas vozes; mais uma vez, nada foi dito sobre o suporte ao nosso idioma, o PT-BR.

Vários avanços foram feitos no iOS e um deles é a atualização automática de aplicativos. Assim como acontece no S.O Android, agora o aplicativo da App Store atualiza todos os aplicativos automaticamente quando o dispositivo estiver conectado a uma rede Wi-Fi. Outra funcionalidade implementada no sistema que, na minha opinião, é simplesmente fantástica, é o ACTIVATION LOCK. Se um ladrão tentar desabilitar o "Find My iPhone" ou resetar um dispositivo completamente, ele não será capaz de ativar o iPhone novamente a menos que ele possua o login e a senha do dono do iPhone. É necessário logar com a conta da Apple no dispositivo para poder fazer alterações desse tipo.

Compatibilidade

O iOS 7 será compatível com os seguintes dispositivos iOS:
iPhones 4/4S e 5, iPod Touch 5ª de geração, iPads 2/3/4 e Mini
Os iPads 3 e Mini não se encontram na lista, mas segundo o site Engadget a Apple confirmou que eles serão compatíveis.

A versão final do iOS 7 deve ser lançada no final do ano.

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