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Jogos.: Max Payne 3 (Xbox 360) - análise do single player

Brutal. Desafiador. Polêmico. Simplesmente, Max Payne 3. E, por isso mesmo, a imagem que ilustra esta análise não poderia ser muito diferente desta acima.

Relutei um pouco em adquirir esse jogo, mas agora, depois de chegar ao seu final em apenas duas jogadas (uma para cada DVD), posso dizer que foi uma das melhores aquisições que fiz nesta geração. Digam o que quiserem, mas este jogo conseguiu manter e melhorar a essência Max Payne das edições anteriores.

Vamos às minhas considerações pessoais, ressaltando que não darei muita atenção à história do jogo, até mesmo para não soltar spoilers.

Introdução:

Boa parte da empolgação com este jogo vem da experiência com os dois primeiros capítulos da franquia. Se você jogou e gostou deles, provavelmente vai adorar este. O dublador que dá voz ao Max é o mesmo. Talvez você sinta um pouco de falta apenas dos "quadrinhos" que interligavam os capítulos do jogo e que, neste, foram substituídos por cutscenes animadas.

Como todos já devem saber a essa altura, Max Payne 3 se passa em São Paulo. Entretanto, podemos notar várias similaridades com o Rio de Janeiro, até mesmo porque sempre aparece um bandido com a camisa do Fluminense.

A Rockstar também se preocupou em usar nomes fictícios para time de futebol, estação de metrô, aeroporto, favela. Entretanto, não vejo isso como ponto negativo.

Gráficos:


Dos melhores que já vi no Xbox. Dizem que a versão PC ficou ainda melhor. Apesar da altíssima qualidade, roda bem leve.

Sons:


Tudo bem que nunca atirei na vida, mas em Max Payne 3, tenho uma sensação de que os tiroteios são mais reais do que em outros jogos como Uncharted ou Resident Evil.

Temos falas (e xingamentos) em português brasileiro o tempo todo no jogo. Tudo bem que às vezes soa meio estranho o pt_BR intercalado com inglês (até mesmo quando é um brasileiro conversando com outro), mas a Rockstar fez um ótimo trabalho. Algumas falas ainda soam como Fucker & Sucker, mas é perdoável. Pelo menos os brasileiros não são mexicanos dançando lambada como em outros jogos.

Dificuldade:


Joguei no nível normal mesmo, mas alguns trechos deram bastante trabalho. Para quem está acostumado com a facilidade dos jogos atuais, em que o jogador se regenera sozinho, talvez se incomode com a existência dos itens de cura (analgésicos) neste jogo. Eu já vejo isso como um ponto positivo. Manteve a linha da franquia. Entretanto, se o jogador morre muitas vezes no mesmo lugar, o jogo fornece mais munição e analgésicos. Não há do que reclamar.

Jogabilidade:


A famosa câmera lenta (bullet time) se faz presente e importante neste jogo. Em alguns trechos, é quase essencial seu uso. Estranhei um pouco os botões utilizados para recarregar a arma (A), utilizar o sistema de cobertura (X) e verificar itens do cenário (Y), numa distribuição um pouco diferente de outros jogos. Mas, em pouco tempo, se acostuma.

O defeito mais marcante do jogo ocorre exatamente na jogabilidade. Para sair de uma cobertura e ir para outra, não há um comando direto, como em outros jogos. É necessário sair, ir até o local desejado, e mandar utilizar a cobertura novamente. Isso causa muitas mortes pela perda de agilidade. Poderiam lançar um patch corrigindo esse detalhe.

NOTA GERAL: 9 (excelente)


E vocês? O que acharam deste jogo?

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