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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Gadgets.: Impressões: 1 mês usando o Galaxy S6 Edge


Assim que os novos Galaxy S foram lançados e disponibilizados ao consumidor, inúmeros canais de comunicação não pouparam elogios para descrever o Galaxy S6 e o S6 Edge; até nós fizemos isso. No entanto, não são só as especificações técnicas que definem se um smartphone é bom de verdade ou não, o que vai confirmar isso de fato é a análise de pessoas comuns que fazem uso do aparelho no seu dia a dia e é isso que vou fazer agora: contar o que estou achando do Galaxy S6 Edge após quatro semanas com ele.

Design

Bom, o design já era bonito nas fotos e devo dizer que ele é muito mais bonito pessoalmente. O dourado realmente vira prata/aço escovado dependendo do ângulo de visão que se olha para o aparelho e o branco não é tem padrão sem grança de aparelhos com vidro branco, ele é um branco perolado bem brilhante (percebe-se nitidamente quando a luz bate nele).

Enfim, o design é bonito, mas será que ele é funcional? Afinal de contas, uma tela com bordas arredondadas que cobrem toda a extensão lateral do aparelho significa uma menor área de contato com a mão, certo? Teoricamente, sim, mas não é o que acontece no Galaxy S6 Edge por incrível que pareça. O aparelho fica bem firme na mão e, diferentemente do que alguns podem achar, os dedos não ficam tocando as bordas da tela. Basta segurar o aparelho normalmente, como se estivesse segurando qualquer outro.

A "tela Edge"

Muita gente que revira os olhos para a Samsung questionou sobre a funcionalidade da tela Edge. Legal, uma tela com borda arredondada, e daí? Será que ela realmente possui tecnologia e funcionalidades interessantes que valham a pena pagar para ter? Olha, vou ser bem sincero com vocês: de início, eu achei que o propósito dela era só criar um design único para o aparelho, mas logo percebi que ela é extremamente útil! Sabem aquela frase "você não sente falta do que não tem"? É justamente o que acontece com a tela Edge: uma vez que você conta com os recursos dela, não quer viver sem! Alguns dos recursos que uso muito são:

* Feed de notícias na tela bloqueada;
* Relógio noturno: durante 12 h programáveis, relógio e despertadores aparecem na tela Edge;
* Notificações: de aplicativos diversos, chamadas perdidas, mensagens recebidas, previsão do tempo;
* Contatos preferidos: a tela brilha de cores diferentes (até 5 contatos) quando o aparelho está virado com a tela pra baixo.

O Feed de Notícias ainda é bastante limitado, mas em pouco tempo isso vai mudar, com certeza. O relógio noturno é uma funcionalidade que eu gosto muito. Ele não fica brilhando na tela justamente para não atrapalhar o sono do usuário, mas fica bem visível. No início, a pessoa sente muita falta das notificações de "tela suspensa" (padrão nos Galaxy S4 e S5, e que é ativada ao se passar a mão sobre o sensor de proximidade), mas depois se acostuma.

Bateria

Estou impressionado com a duração da bateria. Carrego o aparelho durante a noite e o ligo por volta de 7:45 - 8:00 da manhã; com uso intenso (WhatsApp, Facebook ,Twitter, Instagram e manipulações diversas), deixando GPS, WiFi e Bluetooth ligados e o modo de 'economia de energia' desligado, a bateria está durando o dia inteiro! Sério, só coloco o aparelho pra carregar novamente por volta de 20:00.
Resumindo, mesmo com o problema de alto consumo de bateria relacionado à conexão com redes WiFi, relatado por usuários no fórum XDA-Developers, a bateria está durando bastante. Estou satisfeito, por enquanto.
Com relação ao carregamento rápido, ele realmente funciona e carregando o aparelho por cerca de 10 - 15 minutos é possível utilizá-lo por bastante tempo. No entanto, não é qualquer carregador de 2A (dois ampéres, corrente elétrica) que faz esse milagre não, é necessário um carregador que seja compatível com essa função (inclusive, ele mostra o aviso "carregador rápido conectado").

Poder de processamento

Não tem nem o que falar, sério! Os dois processadores e os oito núcleos que equipam os novos Galaxy S realmente mostram para o que vieram quando se precisa deles. Tenho testado o aparelho com alguns jogos bem pesados como Hearthstone: Heroes of Warcraft, Asphalt 8: Airborn, Magic The Gathering: The Planeswalkers 2015, NFS Most Wanted e Mortal Kombat X, e todos eles têm rodado muito bem, sem engasgos. O aparelho dá uma esquentada, é bem verdade, mas acredito que não seja algo fora do comum considerando o tanto que se exige de um smartphone desse nível.

S-Voice

O assistente de voz melhorou muito, podem acreditar, mas ainda falta bastante para ele chegar aos pés da SIRI, assistente de voz padrão da Apple. Ele entende diversos comandos em português e funciona da mesma forma que a SIRI: quanto mais é utilizado, mais a sua base de dados fica "inteligente". Alguns comandos importantes como criar um lembrete ou uma nota de calendário, ainda são deficientes e o usuário precisa acessar os aplicativos para complementar as tarefas com as informações necessárias.
Apesar dos pesares, ele funciona muito bem com os comandos básicos como ligar para um contato, escrever uma mensagem SMS, abrir um aplicativo, tocar uma música, ativar serviços (WiFi, bluetooth etc) entre outros.

Qualidade das ligações

Pode parecer brincadeira, mas pouca gente repara na qualidade das ligações quando compra um smartphone. Pois é, além de o volume ter sido amplificado, o redutor de ruídos está ainda melhor e permite uma maior clareza na comunicação dos dois lados.

Câmera

A qualidade das fotos é algo impressionante. No modo automático, a velocidade do obturador é tão rápida que tirar uma foto tremida é algo bem difícil! O foco, agora, pode ser automático ou manual! Para focar em um determinado ponto, basta tocar na tela e pronto: o software da câmera se encarrega de diminuir ou aumentar a entrada de luz, alterar o ISO etc. No modo profissional, é possível alterar a abertura e a velocidade do obturador manualmente, transformando o aparelho em uma máquina fotográfica. É claro que ainda faltam algumas funcionalidades, mas elas podem ser adicionados através de atualizações do firmware da câmera (a versão 5.1.1 do Android já conta com alguns novos recursos). O acesso à câmera a partir da tela de bloqueio é extremamente rápido. Apertando duas vezes o botão "Home" rapidamente, em menos de 2 segundos a câmera principal é ativada. No mais, tenho tirado fotos muito boas com o aparelho, tão boas que não dá nem pra comparar com as que eu tirava no Galaxy S4.

O modo "Selfie" é muito interessante, sério! Ele é ativado automaticamente (pode ser desabilitado) assim que a câmera frontal é acionada. O que ele tem de mais? Simples, você não precisa apertar na tela para tirar a foto, correndo o risco de derrubar o seu smartphone, basta dizer uma das frases configuradas, como "Diga Xis", e o assistente de voz inicia um contador regressivo de 3 segundos. Pronto, sua selfie perfeita sem precisar tocar na tela do aparelho!

A função de foco guiado também é bem bacana. Você escolhe o rosto de uma pessoa, por exemplo, e o foco da câmera segue aquele mesmo a pessoa estando em movimento. Está longe de ser 100%, mas funciona muito bem!

Problemas

É claro que nem tudo são flores quando se trata de dispositivos móveis e não poderia ser diferente com o Galaxy S6 edge. Vou relatar aqui alguns dos problemas que pude identificar durante esse tempo de utilização do aparelho.

1. Péssimo gerenciamento de memória RAM

Há algum tempo, fiz um post falando sobre o problema grave de gerenciamento de memória RAM nos Galaxy S6 e S6 edge rodando a versão 5.0.2 do Android Lollipop. Pois é, infelizmente constatei que as reclamações procedem e o medidor do aparelho registra um consumo de memória RAM superior a 80% mesmo quando não há aplicações rodando naquele momento. Em consequência desse mal gerenciamento, as páginas abertas no Google Chrome são recarregadas sempre que o usuário tenta retornar a elas, gerando mais tráfego de internet desnecessário. Se isso incomoda? Demais! Vira e mexe eu tenho que reiniciar o aparelho de tão lento que fica. Pelo menos a Samsung eo Google já disseram que a versão 5.1.1 do Android se propõe a acabar com este problema ou minimizar bastante.

2. Vazamento de luz nas bordas da tela

Muitos de vocês devem se lembrar de quando usuários de iPads relataram que parte da luz emitida pela tela, quando se elevava o brilho de tela ao máximo, "vazava" pelas laterais do dispositivo. Bem, aqui o problema é um pouquinho diferente, mas a essência é a mesma. Na versão branca do Galaxy S6 edge, é possível perceber um vazamento de luz emitida pela tela sempre que uma página com fundo branco é mostrada. As bordas do vidro branco ficam amareladas em todo o contorno da tela e esse efeito é fácil de ser percebido quando se está em lugares com pouca luminosidade (cômodo escuro, restaurante com luz de penumbra etc). Não percebi esse problema na versão dourada do GS6 edge, portanto pode ser que ele esteja atrelado à opacidade da tinta utilizada no processo de pintura do vidro.

3. Sumiço dos botões de atalho do painel de controle vertical


Então, este problema me pegou de surpresa e descobri que ele está acontecendo também com o Galaxy Note 4: alguns atalhos simplesmente desaparecem do rol de opções disponíveis! Sim, é bizarro, tão bizarro que a própria Samsung lançou um aplicativo na Samsung Apps, chamado QuickPanel Restore (vou fazer um post sobre ele), que corrige esse bug tosco. Já testei no meu aparelho e no da minha esposa e funcionou perfeitamente!

4. Quantidade de memória reservada para o sistema

Detalhe para o item "Memória do sistema"
Assim que o Galaxy S4 foi lançado, eu comentei aqui no blog que era algo bizarro a Samsung vender um aparelho com 16 GB de memória interna sendo que 9 GB eram reservados para o sistema operacional (deixando o usuário com apenas 7 GB para instalar aplicativos). Na época, diversos veículos de comunicação da área de tecnologia colocaram a culpa na TouchWiz, interface gráfica da Samsung.
Mesmo com a Samsung dizendo que a interface TouchWiz está bem mais leve e blá blá blá, fiquei impressionado ao ver que a quantidade de memória reservada para o sistema operacional no Galaxy S6 edge é a mesma da encontrada no GS4.


Mesmo com os problemas relatados, não há qualquer dúvida de que o GS6e é um fantástico aparelho, mas eu, particularmente, NUNCA pagaria o preço cheio dele (assim como não pagaria os preços cheios dos novos iPhones, que são ainda mais altos). Na minha opinião, é um aparelho que vale a pena ter.

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